Em um cenário de juros altos e orçamento apertado, entender como funciona o crédito pode fazer toda a diferença. A busca por empréstimos tornou-se tão comum que saber escolher opções que não comprometam sua estabilidade financeira é essencial.
Este guia reúne dados, dicas e conceitos para oferecer orientação prática e embasada para você, ajudando a contratar crédito com segurança e sem sustos depois.
No início de 2026, pesquisas revelam que 60% dos brasileiros planejam contratar algum tipo de empréstimo, seja para pagar dívidas antigas, cobrir emergências ou complementar o orçamento mensal. Essa demanda cresceu 3,51% em relação a janeiro de 2025, impulsionada sobretudo pelos empréstimos pessoais.
Ao mesmo tempo, o Brasil enfrenta um alto nível de endividamento e inadimplência: 81,3 milhões de pessoas negativadas, o que corresponde a mais de 30% das famílias. Entre as classes D e E, 24% já pretendem recorrer a crédito bancário, mais que o dobro das classes A e B. Em meio a esses números, a taxa Selic em torno de 15% ao ano torna o custo do dinheiro ainda mais pesado.
Entender quem recorre ao crédito ajuda a enxergar desafios e oportunidades. De modo geral, os brasileiros procuram empréstimos para:
Em especial, famílias de renda mais baixa frequentemente usam crédito para “tapar buracos” mensais, criando um ciclo de endividamento contínuo.
Uma pesquisa com 9.468 brasileiros mostra os principais fatores avaliados:
Critérios secundários incluem prazo, reputação da instituição e conveniência, como contratação via aplicativo. No entanto, dar atenção exclusiva à parcela pode levar a prazos muito longos e a um custo total elevado, devido aos juros compostos.
Para identificar opções que respeitem seu orçamento, é fundamental compreender alguns conceitos:
Com o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, a parcela de 30% fica em torno de R$ 486. Isso significa que todo o conjunto de dívidas — empréstimos, financiamento, cartão parcelado — não deve ultrapassar esse valor.
Imagine uma família que já tem R$ 300 comprometidos em parcelas fixas. Se ela contratar um novo empréstimo com parcela de R$ 300, ultrapassará a margem recomendada, ficando em R$ 600. Esse cenário pode comprometer alimentação, moradia e saúde, elevando o risco de atrasos e multas.
Antes de assinar o contrato, adote estes passos:
Essas medidas evitam surpresas e permitem escolher modalidades que de fato cabem no bolso.
Em um contexto de juros altos e inflação moderada, o empréstimo pode ser uma ferramenta valiosa se usado com critério. Adotar hábitos de controle financeiro e aplicar conceitos como a regra dos 30% e o cálculo do CET garante que o crédito respeite seu orçamento, evitando endividamentos perigosos.
Lembre-se sempre de planejar antes de contratar, comparar opções e manter um acompanhamento mensal das parcelas. Só assim você mantém o dinheiro na mão sem comprometer sua saúde financeira a longo prazo.
Referências