Em um mundo cada vez mais conectado, contratar empréstimos pela internet tornou-se uma prática comum. No entanto, em 2026, o Brasil enfrenta o ano mais crítico em ciberataques e cada usuário deve estar preparado para se defender.
Os ataques cibernéticos evoluem rapidamente. Incidentes de 2025, incluindo o maior ataque ao sistema financeiro nacional, aceleraram o uso de técnicas de inteligência artificial por criminosos.
Empréstimos online, transferências e carteiras digitais são alvos constantes. As fraudes atingem tanto grandes instituições quanto usuários finais, exigindo conscientização e ação imediata.
As estatísticas mostram que 37% das fraudes envolvem compras e varejo, 30% passam por esquemas de criptomoedas e 31% resultam em roubo de identidade. Comportamentos culturais como o medo de exposição pública levam 59% dos consumidores a sentirem vergonha em caso de golpe.
Além disso, 74% dos brasileiros confiam mais em bancos para proteção contra fraudes, enquanto 71% preferem empresas de cartão de crédito. Ainda assim, 64% acreditam que seu provedor financeiro é mais seguro do que suas próprias práticas.
Senhas fracas continuam sendo o maior ponto de entrada para cibercriminosos. Milhões de brasileiros utilizam sequências previsíveis ou repetem a mesma senha em diversos serviços.
O risco aumenta quando vazamentos anteriores permitem ataques de força bruta automatizados. Ferramentas com IA podem testar milhões de combinações por segundo, explorando bancos de dados já expostos.
Fatores que favorecem esses ataques incluem:
Jovens entre 18 e 27 anos, apesar de conectados, são particularmente vulneráveis: 29% sofreram tentativas de golpe recentemente e apenas 50% seguem práticas básicas de proteção.
Adotar padrões robustos de senhas e autenticação é o primeiro passo. Ao criar senhas, considere:
Além disso, mantenha seus dispositivos e aplicativos atualizados, pois muitas brechas são exploradas por malwares dinâmicos que mudam de assinatura a cada execução.
Gerenciadores de senha tornaram-se aliados valiosos. Eles criam, armazenam e preenchem credenciais únicas sem exigir esforço de memorização.
Para transações financeiras, busque plataformas que ofereçam:
Soluções corporativas incluem reconhecimento facial e verificação de CPF em setores regulados, aumentando a barreira contra ataques sofisticados.
Para romper o ciclo reativo, empresas e governo devem adotar quatro pilares:
Governança forte e apoio do board garantem recursos e alinhamento estratégico. Uma cultura corporativa de responsabilidade compartilhada entre áreas de tecnologia, risco e jurídico promove decisões mais seguras.
Regulação clara, com fiscalização efetiva sobre fornecedores críticos, impede que o elo mais frágil seja explorado. E a mudança técnica para a gestão contínua da exposição substitui a lógica de perímetro único.
O Banco Central estabeleceu novas regras até 1º de março de 2026, incluindo a Resolução BCB 538/2025. Instituições financeiras devem se adequar para evitar sanções e fortalecer o ecossistema.
Empréstimos online são convenientes, mas exigem responsabilidade. Ao adotar senhas fortes, ferramentas de segurança e boas práticas corporativas, cada usuário contribui para um ambiente digital mais seguro.
O desafio é grande, mas juntos podemos elevar a confiança e reduzir significativamente o impacto das fraudes em 2026. A conscientização e a ação começam com cada clique.
Referências