Em 2026, o Brasil retoma o entusiasmo por projetos ambiciosos. Mesmo diante de taxas de juros elevadas, muitos brasileiros enxergam no crédito uma chance de acelerar sonhos e dar novos significativos passos em suas vidas.
O início de 2026 chega carregado de esperança e possibilidades reais para milhões de brasileiros. A confiança em aprovação de crédito atingiu 63%, o que mostra um cenário de maior acesso e motivação para investir em metas pessoais e familiares.
Cresceu em particular o desejo de aplicar empréstimos em iniciativas maiores, como reformas de casa, pequenos negócios e educação. Dados indicam que 38% dos consumidores planejam solicitar ou refinanciar crédito ainda neste ano.
O público que mais busca crédito em 2026 são as classes D/E, com 24% dos entrevistados declarando intenção de pedir empréstimo bancário, mais que o dobro das classes A/B (11%).
Entre esses, predominam trabalhadores CLT, aposentados e pensionistas que veem nos consignados uma porta de entrada para recursos mais baratos. Para muitos, a democratização do crédito para famílias vulneráveis torna possível superar gargalos financeiros.
Em janeiro de 2026, o estoque de crédito ampliado total chegava a R$ 20,8 trilhões, o equivalente a 162,6% do PIB, com alta de 12,6% em 12 meses. O crédito às famílias somou R$ 4,8 trilhões, crescendo 11,7% no período.
Enquanto o crédito direcionado registrou aumento mensal de 0,8%, o livre teve ligeira queda de 0,9%. Mesmo assim, o volume de concessões em 2025 totalizou R$ 786,4 bilhões, 9,1% acima de 2024.
No Brasil, algumas modalidades se destacam pela combinação de valor, prazo e custo:
Os consignados, com juros médios de 3,2% ao mês pelo Programa Crédito do Trabalhador, chamam atenção por serem até cinco vezes mais baratos que o cheque especial.
Com a taxa Selic projetada entre 12% e 13% ao ano, as concessões livres atingiram juros médios de 61,0% a.a. no crédito às famílias em janeiro de 2026. O crédito pessoal não consignado chegou a 116,8% a.a., o patamar mais alto dos últimos anos.
A inadimplência também subiu, chegando a 5,5% no crédito livre, com impactos diretos no ciclo de endividamento. Para a contadora Érica Gomes, a responsabilidade na contratação de dívidas é fundamental para evitar que o valor final pago seja muito superior ao contratado.
Antes de pensar grande, avalie suas necessidades reais e sua capacidade de pagamento. Uma estratégia consistente inclui:
A adoção de ferramentas de controle, como planilhas ou aplicativos de orçamento, reforça a gestão consciente das finanças pessoais e ajuda a cumprir metas sem surpresas.
No Brasil, o crescimento do estoque SFN atingiu 10,2% em 2025. Globalmente, o mercado de empréstimos pessoais deve saltar de US$ 429,78 bilhões em 2025 para US$ 481,18 bilhões em 2026, com CAGR de 15,5% até 2034.
Esse potencial de crescimento sustentável reforça como o crédito bem utilizado pode impulsionar projetos pessoais e gerar desenvolvimento econômico.
Pensar grande exige visão e a responsabilidade na contratação de dívidas. Com planejamento estratégico e escolhas conscientes, é possível transformar empréstimos em passos firmes rumo a conquistas duradouras.
O momento é propício para sonhar alto, mas sempre respaldado por um orçamento equilibrado. Ao adotar práticas de controle e buscar linhas de crédito mais acessíveis, você estará apto a dar realmente os próximos passos em direção a objetivos significativos e sustentáveis.
Referências