Investir em renda fixa exige atenção às regras de tributação que mudam em 2026.
Compreender esses detalhes é essencial para proteger ganhos e tomar decisões mais seguras.
A renda fixa engloba títulos como CDBs, Tesouro Direto, LCIs, LCAs, CRIs, CRAs, debêntures e fundos de renda fixa.
A tributação varia entre tabela regressiva de IR para renda fixa e alíquota fixa, e o impacto das reformas de 2025/2026 pode reduzir ganhos líquidos.
Até o final de 2025, a tributação segue a tabela regressiva:
Fundos de renda fixa sofrem come-cotas semestral e títulos como LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures incentivadas são isentos de IR.
Resgates em menos de 30 dias pagam IOF, e a retenção é feita na fonte pela corretora ou banco.
A partir de janeiro de 2026, algumas regras serão unificadas e outras alteradas:
Além das mudanças em renda fixa, a nova tabela geral de IR traz reduções para faixas de renda:
Também haverá isenção até R$5.000 mensais (R$60.000 anuais) e alíquotas progressivas de 7,5% a 27,5% acima de R$88.200 por ano.
A isenção mensal sobe para R$5.000 e há redução gradual até R$7.350 mensais. Rendimentos acima seguem alíquotas entre 7,5% e 27,5%.
Contribuintes com renda anual superior a R$600.000 terão alíquota efetiva mínima de 10%, chegando ao máximo progressivo se ultrapassarem R$1,2 milhão por ano.
O prazo para envio da declaração se estende entre abril e maio de 2026.
A obrigatoriedade de declaração no IRPF 2026 vale para quem teve renda tributável acima do limite de isenção, bens com valor acima do mínimo e rendimentos isentos que justifiquem patrimônio.
Para driblar os efeitos das mudanças, é possível antecipar e ajustar investimentos:
Revisar periodicamente a carteira e balancear ativos ligados ao CDI e à inflação traz maior resiliência.
Na situação atual, um investimento por mais de 720 dias tem IR de 15%; em 2026, esse percentual sobe para 17,5%, reduzindo cerca de 2,5 pontos percentuais na rentabilidade líquida.
Investidores de alta renda (acima de R$600 mil anuais) enfrentarão alíquota efetiva mínima de 10% e aquele que ultrapassar R$1,2 milhão pode alcançar o teto de 27,5%.
FIIs, antes isentos para pequenos investidores, terão 17,5%, mas podem se qualificar em 5% de alíquota se cumprirem requisitos de cotistas e negociação em bolsa.
O fim da tabela regressiva de IR para renda fixa pode tornar menos atrativos os títulos de longo prazo.
Manter disciplina na declaração de rendimentos evita multas e retrabalhos. Para alta renda, redesenhar a carteira para proteger ganhos após a tributação fixa é crucial.
A reforma amplia a isenção para baixa renda e unifica alíquotas para a maioria dos investimentos em renda fixa.
Entender essas mudanças e adotar estratégias de diversificação de ativos é fundamental para maximizar resultados e evitar surpresas no momento do ajuste anual do imposto.
Com planejamento e acompanhamento constante, você estará preparado para aproveitar oportunidades mesmo em um cenário tributário mais desafiador.
Referências