Monitorar IPCA e SELIC é fundamental para quem investe em renda fixa. Esses indicadores definem o rumo dos seus rendimentos e preservação de capital.
Entender a dinâmica entre inflação e juros ajuda a escolher veículos de investimento com maior potencial de retorno real.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mede variações de preços de produtos e serviços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. É o indicador oficial de inflação do Brasil e base para reajustes salariais, tarifas e contratos.
A Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) é a taxa de juros básica da economia, definida pelo Copom do Banco Central. Ela serve de referência para o CDI, que impacta diretamente os investimentos pós-fixados.
Quando a inflação acelera, o Banco Central tende a elevar a SELIC para conter o consumo e ancorar expectativas. Essa decisão repercute em todos os títulos de renda fixa, sejam eles prefixados, pós-fixados ou indexados ao IPCA.
Em 2025, a SELIC fechou em 15% ao ano, com o CDI acumulando 14,3%. O Tesouro Prefixado ofereceu taxas de até 20%, enquanto o Tesouro IPCA+ alcançou juro real de até 10%.
Para 2026, o Relatório Focus do Banco Central projeta ligeira redução:
Algumas gestoras, como a ASA, antecipam cortes mais acelerados no primeiro semestre, levando a SELIC a 11,50%. Manter-se informado sobre revisões de projeções é essencial para ajustar sua carteira.
As variações do IPCA e da SELIC afetam o desempenho de cada tipo de título. Em cenários de inflação elevada, os títulos pós-fixados se beneficiam, pois seguem o CDI. Já prefixados podem ter retorno real negativo se a inflação superar a taxa contratada.
Por outro lado, os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+) garantem proteção do poder de compra ao pagar IPCA mais uma taxa fixa, preservando o investidor mesmo em períodos de alta de preços.
Exemplificando, um título prefixado que rendeu 20% em 2025 mostrou-se atrativo durante o ciclo de juros altos, mas poderia perder poder de compra se a inflação superasse esse patamar.
Com a expectativa de queda gradual da SELIC, estratégias que aproveitem taxas travadas em níveis ainda elevados devem se sobressair. Prefixados e IPCA+ são apostas sólidas, enquanto pós-fixados podem perder apelo conforme o CDI recua.
Buscar em torno de 1% ao mês ainda é possível, mas exige disciplina para reequilibrar a carteira diante da volatilidade política e econômica.
As eleições presidenciais de outubro de 2026 podem gerar volatilidade fiscal e pressão sobre os juros. Aumentos de gastos públicos e incertezas sobre reformas estruturais devem ser monitorados de perto.
Além disso, um mercado de trabalho aquecido tende a sustentar a inflação, reduzindo espaço para quedas expressivas de juros no curto prazo.
Entender como IPCA e SELIC se comportam é o primeiro passo para proteção do poder de compra.
Combine títulos prefixados e atrelados à inflação para aproveitar momentos de alta e se proteger em cenários de custos elevados. Diversificar entre CDB, LCI e LCA pode otimizar a carteira e reduzir riscos.
Reavalie periodicamente suas posições e acompanhe os relatórios do Banco Central. Assim, você terá mais confiança para navegar pelas oscilações dos índices e conquistar rendimentos consistentes em 2026.
Referências